A ESTREITA RELAÇÃO ENTRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E O FUTURO DO SETOR IMOBILIÁRIO

A ESTREITA RELAÇÃO ENTRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E O FUTURO DO SETOR IMOBILIÁRIO

A ESTREITA RELAÇÃO ENTRE A REFORMA DA PREVIDÊNCIA E O FUTURO DO SETOR IMOBILIÁRIO

Um dos assuntos mais discutidos no momento é a reforma da Previdência. Os debates vão muito além das negociações nos gabinetes e nos discursos inflamados no plenário da Câmara. Ultrapassam os limites do Distrito Federal, ecoando por todo canto.

Aposentados. Socialistas. Liberais. Economistas. Pessoas de todos os círculos acompanham com detida atenção as notícias que são atualizadas a cada novo dia. Uns defendem a reforma com unhas e dentes como a única saída para proporcionar saúde para a economia interna. Outros a criticam com toda veemência e lamentam a possibilidade de perda de direitos já adquiridos e assegurados.

Para os que dominam o assunto essa reforma pode impactar grandemente e de forma favorável sobre a economia brasileira nos próximos anos. E o mercado imobiliário pode ser afetado diretamente.

MAS POR QUE UM TEMA TÃO CONTROVERSO PODE ESTAR, ASSIM, TÃO RELACIONADO COM O FUTURO DA CONSTRUÇÃO CIVIL?

A resposta parece óbvia. Tudo o que o governo gasta com o pagamento das aposentadorias, a cada ano é muito mais que os valores arrecadados. Assim, a capacidade de novos investimentos em diversas áreas fica comprometida. Quanto mais passa o tempo e a previdência paga mais do que recebe, mais dinheiro que deveria ser aplicado na saúde, na educação e na construção de novas moradias acaba tendo de ser canalizado para as obrigações da previdência.

É por isso que com a capacidade de investir comprometida, os especialistas afirmam que sem a reforma, o governo precisa optar entre a criação de mais impostos ou a emissão de moeda, o que em outras palavras se transforma em crise e aumento significativo da inflação. E com a inflação descontrolada a instabilidade e a desconfiança do mercado impacta sobre a política de juros. Os juros sobem inibindo assim as atividades do mercado imobiliário e os investimentos no setor.

A OPINIÃO DOS ESPECIALISTAS

O grande “x” da questão é que existe um rombo na previdência que precisa ser sanado. O aumento anual das despesas em relação às receitas é da ordem de 8%, e está relacionado, em grande parte, com o pagamento dos aposentados do setor privado. Por isso, o objetivo principal da reforma é a redução desse déficit.

Já que o atual sistema previdenciário está em vigor desde 1988, o que se busca é uma modernização considerando o aumento da expectativa de vida no país. Pois como se sabe, a população brasileira está envelhecendo e a parcela de profissionais ainda na ativa não consegue contribuir o necessário, gerando desequilíbrio entre o gasto com as aposentadorias e o que é arrecadado.  Assim, com a eliminação deste déficit as gerações atuais e futuras não vão ficar comprometidas e nem vão receber menos do que os já aposentados. 

A implementação da reforma vem para reverter esse quadro de desiquilíbrio orçamentário. A proposta é adequar o tempo de serviço ao aumento da expectativa de vida dos brasileiros e proporcionar um cálculo de valor mais justo para as aposentadorias. Para ilustrar isso, o teto máximo atual é de R$ 5.400,00. Mas esse valor só é recebido por 5% dos aposentados. Na outra extremidade o teto mínimo que é de um salário mínimo é recebido por cerca de 80% do total de aposentados. É por isso que se a reforma da previdência for aprovada, isso vai impactar de maneira direta sobre a retomada da atividade, criando um cenário favorável para o equilíbrio das contas públicas e o crescimento do PIB.

Outro argumento a favor da reforma é que ela pode contribuir diretamente para a manutenção de juros mais baixos nas operações financeiras. A expectativa do mercado é de que a taxa Selic continue no patamar de 6,50% ao ano e que a inflação diminua a ponto de cair abaixo dos 3,50% a.a.

Além disso, a reforma da previdência poderá aumentar a confiança do empresariado nacional e atrair mais investidores estrangeiros para o país. Após o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, os investidores internacionais e outras nações adotam posição de cautela e de espera em relação ao Brasil; aguardando os ajustes do sistema previdenciário para retornar o seu interesse em novos investimentos. Mas enquanto a reforma não sai, o Brasil atual é visto com desconfiança na medida em que os investidores o consideram como incapaz de controlar os gastos públicos. A consequência direta é a queda dos investimentos internacionais em razão dos riscos elevados de uma economia frágil e instável.  

A REFORMA E O SETOR IMOBILIÁRIO

O experiente economista Eduardo Zylberstajn, coordenador do índice FipeZap, recentemente afirmou numa entrevista que “quem está preocupado com o mercado imobiliário, tem que se preocupar com a taxa de juros. E hoje, os juros estão muito atrelados ao futuro da reforma da Previdência”.

Por essa razão o mercado imobiliário – apesar de dar sinais de reaquecimento em 2019 – só terá crescimento de fato se a reforma da previdência social for aprovada no Congresso Nacional. Segundo muitos economistas se a reforma sair logo do papel o segmento que mais irá se beneficiar é o financiamento residencial. Embora alguns sejam mais cautelosos a ponto de avaliar que as mudanças na Previdência impactem mais no setor de imóveis corporativos, há muita margem para afirmar que todos vão sair ganhando.

A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) divulgou dados afirmando que o setor imobiliário já deveria ter aquecido desde 2018, e que isso só não aconteceu porque a reforma previdenciária não foi aprovada em 2017, quando o governo Temer não teve força para fazê-la avançar no Congresso. Na avaliação da CBIC, atualmente o mercado imobiliário pode trabalhar com a expectativa de crescimento de 10% ao ano. No entanto, isso só vai se tornar realidade caso as alterações das regras da previdência sejam implementadas.

Assim, o quadro é de otimismo, como aponta Alexandre Nigri do Instituto Brasileiro de Estudos Financeiros e Imobiliários (IBRAFI). “Vivemos uma janela de otimismo muito grande, que se baseia principalmente na questão da taxa de juros.” Pare ele a reforma é o primeiro e grande passo para o reaquecimento do mercado e da economia como um todo. Algo necessário que “não vai resolver todos os problemas, mas que tem que ser feito para trazer um pouco de otimismo e confiança ao mercado.”

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